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Válvula de potência ainda fabricada.

Válvula termoiônica, ou Válvula Termiônica, ou Válvula Eletrônica é um dispositivo eletrônico formado por um invólucro de vidro de alto vácuo chamada ampola contendo vários elementos metálicos.


Constituição interna Editar

Diode vacuum tube.png

Diôdo Termiônico, diagrama simplificado.

Os elementos metálicos internos são, o filamento, cuja função é o aquecimento do cátodo para a emissão de elétrons, o cátodo, emissor de elétrons, a placa, ou ânodo, receptor de elétrons, a grade de controle, que, dependendo de sua polarização, aumenta ou diminui o fluxo eletrônico do cátodo ao ânodo, além de outras grades que podem formar as válvulas tríodos, pêntodos, etc.




DiôdosEditar

Triode tube 1906.jpg

Válvula tríodo utilizada em 1906.

Diôdos termiônicos, são válvulas eletrônicas de construção mais simplificada, inicialmente construídos por Thomas Alva Edison antes da invenção da lâmpada incandescente.

O diôdo é formado mecanicamente de um filamento, cuja função é aquecer ao cátodo, acelerando desta forma os elétrons em direção ao ânodo, ou placa, que consiste num invólucro metálico que veste ao cátodo e filamento.


FuncionamentoEditar

VacuumTube1.jpg

Válvula termiônica para uso geral amplamente utilizada na década de sessenta.

O funcionamento do díodo termiônico é bem simples, ao ligarmos uma bateria e um miliamperímetro em série, sendo o pólo positivo à placa e o pólo negativo ao cátodo, este sendo aquecido a determinada temperatura e a partir de uma certa tensão elétrica aplicada ao sistema, começará fluir uma corrente elétrica constante entre cátodo e placa (ânodo), não importando a oscilação da tensão, a intensidade de corrente será sempre a mesma, a este fenômeno se deu o nome de Efeito Édison.


Princípio do efeito EdisonEditar

Qualquer que seja a polaridade na placa, sempre haverá Efeito Édison, pois os elétrons saltam para o espaço que rodeia ao cátodo formando uma nuvem em grande agitação. A esta nuvem se dá o nome de nuvem eletrônica, que é uma carga espacial negativa que rechaçará constantemente os elétrons para o cátodo e para trás à medida que são emitidos. Este fenômeno é tão efetivo que nenhum dos elétrons atinge a placa, qualquer que seja a tensão elétrica aplicada, para a placa estando negativa.


PolarizaçãoEditar

Ao polarizarmos tensão positiva à placa, os elétrons de carga espacial são atraídos, portanto o fluxo de corrente será baixo. Aumentando a tensão de placa, estando a temperatura de cátodo constante, será atraído maior número de elétrons para a placa e quase não haverá retorno ao cátodo. Haverá um momento neste aumento de tensão em que o diodo atingirá o ponto de saturação, onde todos os elétrons serão absorvidos. O diodo termiônico só deixa passar a corrente elétrica num sentido, funcionando como retificador.


Válvulas de potênciaEditar

Atualmente ainda são fabricadas válvulas de potência para radiofreqüência. Este tipo de válvula termiônica é utilizada em amplificadores de radiofreqüência e em transmissores de menos de um kilowatt até muitos kilowatt.

Estas válvulas são de construção moderna e aliam alta potência à robustez mecânica. A placa ou ânodo deste tipo de dispositivo é fabricada com grafite ou metais sinterizados. Isto se deve para suportar altas temperaturas e altas dissipações térmicas.

Algumas válvulas de alta potência possuem em suas composições ligas que contém alguns tipos de materiais cerâmicos e metálicos.

Além da utilização em emissoras de radiodifusão e televisão algumas espécies de válvulas de potência ainda fabricadas são utilizadas em equipamentos de eletromedicina, como bisturís eletrônicos e equipamentos de diatermia para tratamento fisioterápico.


Uso de válvulas em alta fidelidadeEditar

Atualmente se empregam válvulas para uso em aparelhos de som de alta fidelidade, que também são conhecidos como high end. Esses aparelhos possuem uma excelente qualidade de reprodução sonora, tida como melhor que os transistorizados.


Uso de válvulas em amplificadores e modificadores para instrumentos musicaisEditar

O "som do transistor" é bastante artificial e áspero para a maioria das aplicações em intrumentos musicais, especialmente a guitarra elétrica. Nunca se deixou de se empregar válvulas para uso em amplificadores para guitarras, que possuem um som mais aveludado e macio, mesmo com altas taxas de distorção. Muita distorção em um valvulado é mais agradável do que pouca distorção em um amplificador transistorizado. O fascínio pelos valvulados sempre existiu, mas a partir da segunda metade da década de 90 vemos um renascimento no interesse por esses aparelhos. Atualmente, todos os grandes fabricantes de amplificadores para guitarra elétrica têm modelos valvulados, há uma infinidade de artesãos que os constroem sob encomenta e mesmo músicos com algum tino para eletrônica se arriscam a montar seus próprios 'amps'.


Ligações externasEditar

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